No período de 2020-2023, os desastres climáticos no país cresceram 2,5 vezes quando a comparação é feita com os registros da década de 1990. Foi o que apontou um estudo lançado no final de dezembro de 2024, dia 27, pela Aliança Brasileira pela Cultura Oceânica — coordenada pelo Programa Maré de Ciência da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) — em parceria com a Fundação Grupo Boticário.
De acordo com o levantamento das entidades — intitulado de “Brasil em transformação: O impacto da crise climática – 2024: O ano mais quente da história” — a década de 1990 teve 6.523 registros de desastres climáticos em municípios brasileiros, número que subiu para 16.306 registros no período de 2020 a 2023.
Brasil em transformação 1 – Além disso, “em apenas quatro anos (2020-2023), o número médio anual de registros (4.077 registros/ano) já é quase o dobro da média anual das últimas duas décadas combinadas (2.073 registros/ano no período de 2000 a 2019)”, destacou a publicação.
Especificamente, as médias anuais de registros de desastres climáticos no Brasil desde a década de 1990 foram:
- Década de 1990: 725 registros/ano.
- Década de 2000: 1.892 registros/ano.
- Década de 2010: 2.254 registros/ano.
- Desde 2020: 4.077 registros/ano.
Ainda segundo o que apontou o estudo, foram registrados 64.280 desastres climáticos no Brasil nos últimos 32 anos — com uma taxa de aumento médio de 100 registros por ano entre 1991 e 2023. Um total de “5.117 municípios brasileiros reportaram danos entre 1991 e 2023, representando 92% dos municípios do país”, informou a publicação.
Entre os principais desastres climáticos registrados estão as secas (50% dos registros); as inundações, enxurradas e enchentes (27% dos registros); e as tempestades (19% dos registros).
Mais dados, notícias e destaques a respeito do tema estão disponíveis na íntegra do levantamento “Brasil em transformação: O impacto da crise climática – 2024: O ano mais quente da história”.